Letra de Pagode do Ala — Tião Carreiro e Pardinho

Letra completa para acompanhar e cantar.

Pagode do Ala

As flores quando é de manha cedo,
com seu perfume no ar, exala
A madeira quando está bem seca,
Deixando no sol bem quente, estala
Dois baianos brigando de facão

Sai fogo quando o aço, resvala
Os namoro de antigamente,
Espiava por um buraco na sala

As pessoas que são muda e surda,

É por meio de sinal que fala
Os granfinos de antigamente,
Quase que todos usavam bengala
A mochila do peão é um saco,

A coberta do peão é o pala
Os casamentos da roça tem festa,
Ocasião que o pobre se arregala

Preste atenção que o reio doe mais,
É aonde ele pega a tala
Divisa de terra antigamente,
Não usava cerca era vala
Naturalmente um bom jogador,

todo jogo ele está na escala
Uma flor é diferente da outra,
Pro cuitelo seu valor iguala

Caipira pode estar bem vestido,
Ele não entra em baile de gala
Pra carregar o fuzil tem pente,
Garrucha e o revolver tem bala
O valentão está arrastando a asa,

Mais quando vê a polícia cala
Despista e sai devagarinho,
Quando quebra a esquina e abre ala

Pra fazer viagem a bagagem,
Geralmente o que se usa é mala
A baiana pra fazer cocada
Primeramente o coco se rala
No papel o turco faz rabisco

E diz que escreveu abdala
As pessoas que morrem na estrada,
Por respeito uma cruz assinala

----------------- Acordes -----------------
A7 = X 0 2 0 2 0
D = X X 0 2 3 2
D7 = X X 0 2 1 2
E = 0 2 2 1 0 0
G = 3 2 0 0 0 3

Cifra e acordes

Ver a cifra de Pagode do Ala com acordes, transposição, capo, metrônomo e karaokê sincronizado.